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Tocantins

Carlesse reage à crise no Palácio Araguaia e diz que Wanderlei repete condutas do passado

A escalada de tensão entre o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o vice-governador Laurez Moreira (PSD) ganhou um novo capítulo neste fim de semana com a entrada do ex-governador Mauro Carlesse no debate público. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Carlesse fez críticas diretas a Wanderlei e afirmou que o atual governador adota hoje práticas […]


A escalada de tensão entre o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o vice-governador Laurez Moreira (PSD) ganhou um novo capítulo neste fim de semana com a entrada do ex-governador Mauro Carlesse no debate público. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Carlesse fez críticas diretas a Wanderlei e afirmou que o atual governador adota hoje práticas semelhantes — e até mais graves — às que ele próprio enfrentou no passado.

Logo no início da gravação, Carlesse descreveu o cenário político do Tocantins como conturbado. “O Estado está pegando fogo”, disse, ao comentar o ambiente de instabilidade. Na sequência, avaliou que o tom adotado por Wanderlei contribui para o acirramento do conflito. “Eu vejo hoje discursos de ódio, discursos de pessoas que, na minha opinião, estão totalmente desequilibradas, sem condições de estar administrando o Estado”, declarou.

O ex-governador relembrou o período em que esteve à frente do Executivo estadual, antes do afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando Wanderlei ocupava o cargo de vice-governador. Segundo Carlesse, à época, a relação institucional foi mantida dentro da normalidade e com respeito às prerrogativas do cargo. “Ele tinha sala no Palácio, porque aquela sala pertence ao vice-governador. Tinha uma das melhores secretarias do governo, a Setas (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social), escolhida por ele. Tinha carro, ajudante de ordem, segurança, estrutura completa e a minha palavra”, afirmou.

Críticas ao discurso de traição

Para Carlesse, as recentes acusações feitas por Wanderlei contra Laurez — envolvendo traição e perseguição política — não se sustentam diante de episódios ocorridos no passado. “Como ele está falando de traição, de rasteira baiana, eu quero lembrar o que aconteceu comigo. Nos primeiros 15 dias em que ele assumiu interinamente, a primeira atitude foi tirar toda a minha estrutura: carro, segurança, ajudantes de ordem, tudo”, relatou.

Na avaliação do ex-governador, a retirada da estrutura configurou perseguição política e foi seguida por um processo mais amplo de afastamento de aliados ligados à sua gestão. “Começou uma perseguição contra todos que estavam no Estado trabalhando para melhorar o Tocantins”, disse.

Apoio a Laurez Moreira

Ao final do vídeo, Carlesse manifestou solidariedade ao vice-governador Laurez Moreira e questionou a autoridade moral de Wanderlei para expor publicamente o aliado. “Eu quero me solidarizar com o Laurez. Ele é vice-governador e tem que ser respeitado. Está sendo esculachado por alguém que, na minha opinião, não tem moral para fazer o que está fazendo, porque fez muito pior comigo”, declarou.

O ex-governador também apontou o que considera uma incoerência no atual embate político. “O que vale para mim não vale para ele (Wanderlei)?”, questionou.

Encerrando a manifestação, Carlesse incentivou Laurez a manter-se firme, ressaltando que, segundo ele, a população acompanha de perto os acontecimentos e fará seu próprio julgamento sobre a crise política no Tocantins.

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