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Tocantins

Eduardo Mantoan defende criação de CPI na Aleto para apurar ‘Golpe do Falso Advogado’

Deputado quer investigar esquema criminoso que já causou prejuízos milionários e ampliar medidas de proteção às vítimas Preocupado com o crescimento de fraudes envolvendo o uso indevido da identidade de advogados, o deputado estadual Eduardo Mantoan (PSDB) informou, nesta segunda-feira, 9, que trabalha pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa […]


Deputado quer investigar esquema criminoso que já causou prejuízos milionários e ampliar medidas de proteção às vítimas

Preocupado com o crescimento de fraudes envolvendo o uso indevido da identidade de advogados, o deputado estadual Eduardo Mantoan (PSDB) informou, nesta segunda-feira, 9, que trabalha pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto). A iniciativa tem como foco investigar o esquema conhecido como Golpe do Falso Advogado.

Nesse tipo de crime, os estelionatários se valem de informações públicas disponíveis em sistemas judiciais para abordar vítimas por aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp. Fingindo atuar em causas reais, eles alegam a necessidade de pagamento de taxas ou custos para liberação de valores judiciais, levando os cidadãos a efetuarem transferências bancárias indevidas.

A dimensão do problema mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil, que passou a cobrar medidas mais rígidas e ações conjuntas envolvendo bancos, empresas de telefonia e plataformas digitais. Em uma operação realizada em julho de 2025, a Polícia Civil apurou que os golpes resultaram em perdas superiores a R$ 150 mil.

OBJETIVO DA CPI

De acordo com o parlamentar, a comissão terá a missão de aprofundar as investigações sobre esse tipo de fraude, contribuir com a formulação de propostas legislativas preventivas e sugerir medidas ao Poder Judiciário para reforçar a segurança dos sistemas eletrônicos processuais, especialmente o E-proc.

Mantoan alerta que os criminosos têm adotado estratégias cada vez mais elaboradas, como a utilização de logomarcas de escritórios, fotos de profissionais extraídas das redes sociais, dados reais de ações judiciais e até chamadas de vídeo para simular atendimentos jurídicos. “É um crime que causa prejuízos financeiros e emocionais às vítimas,” destacou.

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