Araguaína, 28ºC sábado, 21 de março de 2026
Araguaína, 28ºC sábado, 21 de março de 2026
Bico do Papagaio

MP investiga possíveis nomeações irregulares envolvendo parentes do prefeito de Cachoeirinha

Procedimento analisa indicações para cargos estratégicos e apura eventual violação aos princípios da administração pública O Ministério Público do Tocantins abriu investigação para apurar suspeitas de favorecimento familiar na Prefeitura de Cachoeirinha, no norte do Estado. A apuração ocorre por meio de um Inquérito Civil Público instaurado pela Promotoria de Justiça de Ananás, conforme a […]


Procedimento analisa indicações para cargos estratégicos e apura eventual violação aos princípios da administração pública

O Ministério Público do Tocantins abriu investigação para apurar suspeitas de favorecimento familiar na Prefeitura de Cachoeirinha, no norte do Estado. A apuração ocorre por meio de um Inquérito Civil Público instaurado pela Promotoria de Justiça de Ananás, conforme a Portaria nº 0131/2026, publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPTO nesta terça-feira (26).

O procedimento tem como ponto de partida uma Notícia de Fato anônima, registrada sob o número 2025.0002743, que relata possíveis práticas de nepotismo no âmbito do Executivo municipal. Segundo a denúncia, familiares diretos do prefeito teriam sido nomeados para funções relevantes da estrutura administrativa da cidade.

Entre os casos citados estão a nomeação da esposa do prefeito Sandrimar Alves (União), Elaine de Deus, para a Secretaria Municipal da Fazenda; da sobrinha, Tuana Ferreira da Silva Morais, para a Secretaria Municipal de Igualdade Social; e do irmão, Edimar Alves da Silva, para o cargo de coordenador municipal de Juventude. Para o denunciante, as escolhas levantam dúvidas quanto à observância dos princípios da moralidade e da razoabilidade, previstos na legislação que rege a administração pública.

Na portaria que institui o inquérito, o Ministério Público ressalta que a nomeação de parentes para cargos de natureza política não é, por si só, automaticamente vedada pela Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal. No entanto, o órgão enfatiza que, mesmo nessas situações, é indispensável demonstrar a qualificação técnica mínima dos nomeados.

A investigação dá destaque especial à indicação de Tuana Ferreira da Silva Morais para a Secretaria Municipal de Igualdade Social, Equidade e Direitos da Mulher. Informações encaminhadas pela própria Prefeitura apontam que a secretária tem 23 anos e não concluiu o ensino médio, o que motivou questionamentos adicionais por parte da Promotoria.

Como providências iniciais, o MPTO determinou a publicação integral da portaria, a comunicação ao Conselho Superior do Ministério Público e o envio de ofício à Prefeitura de Cachoeirinha. O município terá até 15 dias úteis para prestar esclarecimentos e apresentar documentação que comprove o cumprimento das recomendações feitas pelo órgão ministerial.

Mais Vistos






Comentários

Anuncie conosco

Relacionadas