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Operação 2º Tempo investiga repasse de R$ 5,1 milhões da Prefeitura de Tocantinópolis para clube de futebol

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação 2º Tempo, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo repasses da Prefeitura de Tocantinópolis para o Tocantinópolis Esporte Clube. Segundo as investigações, os valores destinados ao clube podem ultrapassar R$ 5,1 milhões, montante que teria causado prejuízo aos […]


A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação 2º Tempo, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo repasses da Prefeitura de Tocantinópolis para o Tocantinópolis Esporte Clube.

Segundo as investigações, os valores destinados ao clube podem ultrapassar R$ 5,1 milhões, montante que teria causado prejuízo aos cofres públicos municipais.

A operação foi conduzida pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) e cumpriu oito mandados de busca e apreensão em residências de investigados, na sede do clube esportivo e em setores da administração municipal.

Polícia investiga crimes de peculato e lavagem de dinheiro

De acordo com a polícia, o esquema é investigado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As apurações tiveram como base relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações consideradas atípicas nas contas ligadas ao clube.

Como funcionaria o esquema investigado

A investigação aponta três frentes principais no suposto esquema:

1. Repasses considerados irregulares
Gestores municipais teriam autorizado transferências de recursos públicos ao clube mesmo após decisões do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins que indicavam a ilegalidade desses repasses.

2. Uso de entidade de fachada
Segundo a Polícia Civil, o clube teria sido utilizado como uma estrutura para justificar as transferências, com a suposta falsificação de documentos como atas e recibos para simular legalidade.

3. Possível lavagem de dinheiro
Após o recebimento dos valores, parte do dinheiro teria sido transferida para contas pessoais de dirigentes e terceiros, além da realização de saques em espécie para dificultar o rastreamento.

Investigação aponta irregularidades desde 2009

As autoridades apontam que o fluxo de repasses investigado teria ocorrido de forma contínua entre 2009 e 2024.

Ainda segundo a polícia, irregularidades envolvendo transferências para o clube já haviam sido apontadas desde 2007, quando o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins considerou irregular a prestação de contas municipal daquele ano por falta de autorização legal para os repasses.

Operação mobilizou mais de 30 policiais

Para cumprir os mandados, 34 policiais civis, entre investigadores e peritos, participaram da operação. Durante as diligências foram apreendidos documentos administrativos, registros contábeis e dispositivos eletrônicos, que serão analisados para aprofundar as investigações.

Entre os investigados está um policial militar da ativa, motivo pelo qual a Polícia Militar do Tocantins prestou apoio às equipes da Polícia Civil durante a operação.

Prefeito se manifesta

O prefeito de Tocantinópolis, Fabion Gomes, informou em vídeo publicado nas redes sociais que os repasses ao clube foram suspensos durante sua gestão por decisão judicial. Segundo ele, pagamentos realizados em administrações anteriores teriam sido feitos com base em legislação municipal vigente na época.

Até a última atualização, o Tocantinópolis Esporte Clube não havia se manifestado sobre o caso.

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