

Transporte coletivo é retomado em Araguaína após acordo e empresa aponta desequilíbrio financeiro
O transporte público urbano de Araguaína voltou a operar normalmente nesta quinta-feira, 15 de janeiro, após o encerramento da paralisação dos funcionários que havia começado no último sábado, dia 10. A retomada do serviço foi confirmada pela Araguaína Transportes S.A., concessionária responsável pelo sistema, depois de negociações envolvendo a empresa, os trabalhadores e o Município. […]

O transporte público urbano de Araguaína voltou a operar normalmente nesta quinta-feira, 15 de janeiro, após o encerramento da paralisação dos funcionários que havia começado no último sábado, dia 10. A retomada do serviço foi confirmada pela Araguaína Transportes S.A., concessionária responsável pelo sistema, depois de negociações envolvendo a empresa, os trabalhadores e o Município.
Com o fim do movimento grevista, todas as linhas passaram a circular novamente, restabelecendo o atendimento à população. Segundo a concessionária, a interrupção do serviço não ocorreu por atraso recente de repasses da Prefeitura, mas em razão de um desequilíbrio financeiro estrutural do contrato de concessão, acumulado ao longo dos anos.
Em nota, a Araguaína Transportes informou que o subsídio mensal de R$ 351 mil, pago regularmente pelo Município, já não é suficiente para cobrir os custos atuais da operação. Entre os principais fatores apontados estão o aumento significativo dos combustíveis, a elevação da folha salarial e o crescimento das obrigações legais da empresa.
A concessionária explicou ainda que, após o início da paralisação liderada pelos motoristas, parte dos débitos referentes a diferenças de subsídios acumuladas junto à Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT) foi quitada. A medida permitiu atender às condições mínimas necessárias para a normalização do serviço.
Outro ponto destacado pela empresa é o impacto do perfil dos usuários na arrecadação do sistema. De acordo com os dados apresentados, apenas 51,53% dos passageiros pagam a tarifa integral. Outros 21,62% utilizam meia passagem e 26,85% são isentos, conforme previsto em lei, o que reduz a receita e dificulta investimentos, inclusive na renovação da frota.
A empresa também ressaltou que a tarifa do transporte coletivo permanece congelada em R$ 4,00 desde março de 2019, enquanto os custos operacionais, especialmente o preço do diesel, mais que dobraram no período, agravando o cenário financeiro do serviço.

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